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MEDIR E DECIDIR

Como aumentar o ticket médio usando o programa de fidelidade

O saldo de pontos dá ao atendente um argumento honesto para o item adicional. Como usar isso sem empurrar produto.

· 3 min de leitura

Ticket médio é o valor da compra dividido pelo número de compras. Subir esse número é atraente porque não exige cliente novo — mas a maioria das táticas para isso depende de empurrar produto, o que desgasta a relação que o programa de fidelidade existe para construir. Existe um caminho melhor.

A conta, e o que ela esconde

O ticket médio pode subir por motivos opostos. Pode ser que cada cliente esteja comprando mais — o que é bom. Ou pode ser que os clientes de compra pequena tenham parado de vir, deixando só os grandes na média — o que é ruim e parece bom no relatório.

Por isso ticket médio nunca deve ser lido sozinho. Ao lado dele, o número de compras do período. Ticket subindo com compras caindo é sinal de alerta, não de sucesso.

A frase que o saldo permite

Quando o sistema mostra quanto falta para a próxima recompensa, o atendente ganha uma informação que muda a conversa: "faltam poucos pontos para o seu desconto".

É diferente de oferecer um produto qualquer. O cliente decide sozinho se quer completar, o benefício é dele, e ninguém está empurrando nada. Quem recusa não fica constrangido, porque não houve pressão — houve informação.

Para isso funcionar, o saldo precisa aparecer na tela do atendente no momento do fechamento, não em um relatório que se consulta depois.

Quatro caminhos, do melhor para o pior

CaminhoEfeito na relaçãoObservação
Informar o saldo e o que faltaPositivoO cliente decide; nada é empurrado
Sugerir item que combina com o que ele levaPositivo se for pertinenteDepende de conhecer o histórico
Recompensa a partir de um valor mínimoNeutroFunciona, mas exige regra clara
Oferecer sempre o item mais caroNegativoDesgasta rápido e afasta

O segundo caminho é onde o histórico de compras rende mais. Sugerir algo que a pessoa de fato usa é serviço; sugerir o que está encalhado é o contrário disso.

Onde o histórico ajuda

  • Saber o que o cliente costuma levar, para avisar quando chegou algo da linha dele
  • Saber o que ele nunca experimentou, para oferecer amostra
  • Saber a frequência dele, para não insistir com quem acabou de vir
  • Saber o que ele resgatou antes, para sugerir o próximo degrau

Nenhum desses depende de tecnologia sofisticada. Dependem de as compras estarem registradas em algum lugar que não seja a memória do atendente que estava naquele dia.

O limite que vale respeitar

Existe um ponto em que aumentar o ticket começa a custar frequência. O cliente que se sentiu empurrado uma vez pensa duas antes de voltar, e a conta final piora.

Num programa de fidelidade, frequência vale mais que valor por visita: quem vem oito vezes gastando pouco costuma valer mais no ano que quem vem duas vezes gastando muito — e é muito mais provável que recomende a casa.

Perguntas frequentes

Dar pontos extras em compras maiores funciona?

Funciona como incentivo, mas complica a regra. Se a explicação no caixa deixar de caber em uma frase, o custo costuma superar o ganho.

Qual a diferença entre ticket médio e faturamento por cliente?

Ticket médio é por compra; faturamento por cliente soma tudo o que a pessoa gastou no período. O segundo é mais útil em programa de fidelidade, porque captura a frequência também.

Vale criar combo para subir o ticket?

Vale, e combina bem com o programa: o combo dá a economia imediata, os pontos dão o benefício de longo prazo. Cada um resolve uma coisa.

Como saber se a sugestão do atendente está incomodando?

Olhe a frequência de retorno, não a taxa de aceite. Se as pessoas estão comprando mais e voltando menos, a sugestão passou do ponto.

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