◇ TOFY Uma solução TOFY

MEDIR E DECIDIR

Cliente inativo: como identificar e o que fazer antes de perder de vez

Como definir o prazo de inatividade do seu negócio, priorizar quem contatar e escrever uma mensagem que traz de volta em vez de afastar.

· 3 min de leitura

O cliente que some não avisa. Ele simplesmente para de aparecer, e o negócio percebe a ausência semanas depois, no faturamento, sem saber de quem. Um cadastro com histórico transforma esse silêncio em uma lista de nomes — e lista de nomes é algo sobre o que se pode agir.

Inativo não é um número universal

Trinta dias é o padrão que quase todo sistema traz, e quase nunca é o certo. Numa padaria, trinta dias sem aparecer é abandono. Numa ótica, é rotina absoluta.

O prazo útil sai do intervalo real entre compras do seu negócio. Se o cliente típico volta a cada três semanas, algo em torno de seis semanas já sinaliza atraso relevante.

Nem todo inativo merece o mesmo esforço

Com uma lista grande, contatar todo mundo igual é o jeito mais rápido de não contatar ninguém direito. Priorize.

PerfilPrioridadeAbordagem
Comprava muito e com frequênciaAltaContato pessoal, de quem o atendia
Comprava pouco mas sempreAltaLembrete simples, sem oferta
Uma compra só, há muito tempoBaixaTalvez nunca tenha sido cliente de fato
Tem saldo alto sem resgatarAltaAvisar do saldo já é motivo suficiente

A última linha é a mais fácil e a mais esquecida. Quem tem pontos acumulados e não sabe tem um motivo pronto para voltar — e você não precisa oferecer nada novo.

O que dizer

A mensagem que funciona é curta, pessoal e sem tom de cobrança. A que não funciona parece disparo automático — e as pessoas reconhecem um disparo automático imediatamente.

  1. Chame pelo nome
  2. Diga algo concreto e verdadeiro: o saldo dela, uma novidade que combina com o que ela comprava
  3. Não mencione o tempo de ausência nem peça explicação
  4. Ofereça um motivo simples para voltar, sem criar urgência artificial
  5. Deixe claro como parar de receber mensagens

E uma regra que vem antes de todas: só mande para quem autorizou receber contato. Mensagem para quem não aceitou não recupera cliente, produz reclamação.

Por qual canal

  • Mensagem no celular — alta leitura, alta chance de irritar se for frequente
  • Ligação — funciona bem em negócio de relação próxima e ticket alto
  • Na próxima visita, pessoalmente — sem custo e sem risco nenhum
  • E-mail — baixa leitura no varejo de bairro, mas praticamente sem atrito

A terceira opção é subestimada. Guardar a lista de inativos e reconhecer a pessoa quando ela reaparece — "que bom te ver, faz tempo" — custa zero e é o contato mais bem recebido de todos.

Meça se valeu

Registre quem você contatou e quando. No mês seguinte, veja quantos dessas pessoas voltaram a comprar. Sem esse registro, a ação vira opinião.

E aceite que uma parte não volta, independentemente do que você faça. Mudou de bairro, mudou de hábito, deixou de precisar. O objetivo não é recuperar todo mundo, é recuperar quem ainda estava decidindo.

Perguntas frequentes

Com que frequência posso mandar mensagem?

Para cliente inativo, uma tentativa e, se não houver resposta, uma segunda bem depois. Insistir converte pouco e gera pedido de descadastro.

Devo oferecer desconto para trazer de volta?

Cuidado: se virar rotina, você ensina o cliente a sumir para ganhar desconto. Avisar do saldo acumulado costuma funcionar sem esse efeito colateral.

E quem nunca mais voltou mesmo depois do contato?

Deixe em paz. O cadastro continua lá se a pessoa reaparecer, e insistir só produz desgaste.

Posso apagar cadastros muito antigos?

Pode, e guardar dado pessoal sem finalidade é justamente o que a LGPD desestimula. Defina um prazo de retenção, escreva ele na política e cumpra.

Continue lendo

Falar no WhatsApp